Disney: Star Wars chega a Orlando, via Califórnia

Nova área dos parques, a saga de Guerra das Estrelas ganha das demais em interatividade

Núcleo do vilarejo do planeta Batuu, no Star Wars da Califória. Foto de Léa Cristina

– Esperei minha vida toda por isso! _ diz a menina de seus 12 anos de idade, ao lado do pai, enquanto os dois se preparam para entrar na Millennium Falcon, a nave fictícia dos filmes “Star Wars”, peça fundamental nas ações da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico.

Já no cockpit, ele provoca:

-Você tá pronta?

– Você está? _ devolve ela, ao dar a partida.

E lá vão os dois por aquela galáxia muito distante, desviando de planetas, meteoritos e afins. E reforçando a mensagem do mundo Disney de que, sua nova atração, a área temática Star Wars: Galaxy’s Edge, é mais um espaço para diferentes gerações.

Visitantes tomam o controle da Millennium Falcon. Foto: Disney

O diálogo inicial é o que vemos num teaser da campanha do Walt Disney World, anunciando que, em 29 deste mês, será inaugurada, no Hollywood Studios, em Orlando, a maior área temática dos parques temáticos da empresa – a que reproduz o ambiente de Guerra nas Estrelas. Maior em termos, já que ela será idêntica à da Disneyland, na Califórnia, que foi aberta no dia 31 de maio, em Anaheim, sede do grupo. Em cada uma, são 56 mil metros quadrados, o equivalente a oito vezes o campo do Maracanã.

Nessa primeira etapa – além de restaurantes, bares e lojas – apenas um dos dois super-brinquedos da nova área está entrando em funcionamento: a Millennium Falcon/Smugglers Run. Numa segunda etapa, a Disney vai inaugurar tanto em Orlando (dia 5 de dezembro), quando na Califórnia (17 de janeiro), a outra superatração de Star Wars – o Rise of the Resistance, um simulador que fará o visitante se sentir no meio de uma batalha entre a Resistência e a Primeira Ordem.

A Millenium Falcon, uma das atrações mais fotografadas no parque. Foto de Léa Cristina

VOANDO NA MILLENNIUM

O passeio encenado por pai e filha na peça publicitária mostra o que pude experimentar em junho no simulador da Millennium Falcon da Califórnia, durante o IPW, maior feira de turismo dos Estados Unidos.

Não se trata de sentir os efeitos de montanhas-russas. Mas de ter a sensação de estar voando na nave. Como simples passageiro? Não. Com capacidade para seis pessoas por vez _ dois pilotos, dois artilheiros e dois engenheiros _ o brinquedo permite que a “tripulação” desempenhe seus papéis. Ou seja, que dirija, atire ou corrija o voo.

Ao todo são 200 controles, entre alavancas, botões e outros “instrumentos de bordo”. E de um áudio, em inglês, que dá sugestões sobre como agir. Assim, o sistema interativo da Millennium permite que os “voos”, que duram alguns minutos, sejam diferentes uns dos outros, algo inédito no mundo Disney. O voo nos banshees, no “Flight of Passage”, da área temática de Avatar, por exemplo, não conta com essa tecnologia.

Uma primeira dica: tente ser o primeiro ou segundo da fila a entrar na Millenium, de forma que você assuma uma das duas primeiras cadeiras. Ou seja, tente ser o piloto, para ficar na frente dos demais naquele “pedaço de lixo mais rápido da galáxia”, e ver tudo melhor.

Tente buscar a posição do piloto para seguir voando à frente. Foto de Léa Cristina

Segunda dica: a Millennium da Califórnia tem Single Rider (fila para o visitante que entra desacompanhado no brinquedo). Mas ainda não está definido se a de Orlando terá. Se tiver, é legal optar por ela, para tentar escapar das filas.

CAMINHANDO POR STAR WARS

Até no banheiro da área temática, a decoração remete a Batuu. Foto de Léa Cristina

Mas antes de chegar à espaçonave, logo na entrada da área temática, a iluminação, os efeitos sonoros especiais, além de cenários high-tech e trash, ao mesmo tempo, nos fazem nos sentir em um mundo diferente. Material envelhecido ajuda na composição dos cenários. E a mudança não é repentina. Em Star Wars, caminha-se um pouco, com tempo para se adaptar ao novo ambiente.

E assim chega-se ao vilarejo de Black Spire Outpost, centro urbano no planeta Batuu, base da Resistência e onde está a Millennium. A área temática conta com três restaurantes, além de lanchonetes e um único bar que vende bebida alcóolica, o Oga’s Cantina.

Dentro da Oga’s Cantina, único bar que serve bebida alcóolica. Foto de Léa Cristina

 Aí também se pode tomar o leite azul, bebida preferida dos personagens da série, com quem aliás, você terá chance de esbarrar aqui, ali, durante o passeio. Nas lojas do vilarejo, o visitante pode comprar criaturas exóticas e bichinhos de pelúcia inspirados nos personagens da saga. E fazer seu próprio sabre de luz, assim como montar seu robô.

E, de repente, andando pelo vilarejo estamos diante de Chewbacca. Foto de Léa Cristina

Por enquanto nem a Millennium Falcon, nem o Rise of the Resistance, vão ter FastPass. E  também não será preciso fazer reserva para as atrações. Mas a nave vai contar com “Extra, Extra, Magic Hours” entre os dias 1º de setembro e 2 de novembro, das 6h às 9h, para os hóspedes dos resorts Disney.  

A Star Wars/ Galaxy’s Edge é a primeira área temática da Disney que foi pensada, do zero, para ser totalmente integrada ao aplicativo Play Disney Parks (PDP). Com o app, quando o visitante entra no espaço, já pode começar a jogar para ganhar créditos por coisas que faz ali.

O interior da Millennium também reproduz lugares conhecidos. Foto de Léa Cristina

INGRESSOS E ONDE COMPRAR

Os valores dos ingressos para os parques variam segundo o número de dias, tempo de antecedência da compra, entre outros fatores. Vale, portanto, conferir o site (www.disneyworldbrasil.com) ou pela Central Disney no Brasil (11) 4700.2835.

Só para se ter uma ideia, nesta temporada de verão do Hemisfério Norte (até dia 28 de agosto), o ingresso para um dia está saindo a US$ 109 (uma pessoa a partir de 10 anos) e, para seis dias, a US$ 444. Ou seja, a diária cai à medida que mais dias são acrescentados.

Léa Cristina viajou a convite da US Travel Association e do Brand USA

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