Motorhomes, ideia que ganha novos adeptos

Necessidade de isolamento provocada pela pandemia faz crescer mercado até aqui pouco explorado no Sudeste

Motorhome sobre chassis de uma F4000 da Ford passa por um Atacama florido, o que só se vê a cada quatro ou cinco anos

E, como para um bom planejamento, pesquisar preços é tarefa básica, lá vamos nós.

 Na locadora Pura Vida (http://motorhomespuravida.com/), de Curitiba, as diárias variam de R$ 450 a R$ 750, sendo que modelos com capacidade para quatro pessoas saem por valores entre R$ 550 e R$ 600. Esses são veículos do chamado sistema de franquia da empresa, que também gerencia o aluguel de veículos de parceiros.

No caso da frota de franquia, é preciso pegar o motorhome na sede da locadora, onde os clientes recebem treinamento de uma hora e meia. No caso dos veículos de parceiros, eles estarão e serão deixados com os proprietários, que estão também em Florianópolis, São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Praças, para as quais, aliás, a Pura Vida tem planos de se expandir.

Na Vandão Rv Motorhomes (www.vandao.com.br), de Salto (São Paulo), há carros com capacidade para dois a seis passageiros. As diárias do modelo Otium, para dois adultos e uma criança, estão saindo por valores entre R$ 600 e R$ 800. O cliente também deve retirar o veículo na empresa (Salto fica a 100km de São Paulo) e recebe treinamento.

A maioria dos motorhomes das duas empresas exige apenas carteira de habilitação do tipo B, ou seja, a mesma dos carros de passeio. Nas duas empresas, crescem a pesquisa de preços e os pedidos de reserva para meses à frente.

A jornalista Nadja Sampaio, na etapa Cordilheira dos Andes de sua viagem pela América do Sul

 Comparações com o aluguel de motorhomes no mercado externo indicam que, na Europa, os valores estão mais altos, enquanto nos Estados Unidos e Canadá estão parecidos com os nossos. Modelos similares aos pesquisados aqui (para quatro pessoas) têm diárias de quase R$ 900 na Europa e de R$ 650 na América do Norte.

Lembrando que a cultura do motorhome é forte no Sul do país, a jornalista Nadja Sampaio, dona de um modelo Ford que já correu toda a América do Sul, diz que no Sudeste há oportunidade para se fazer negócios no setor. Por exemplo? Empresas que reúnam pessoas, sem experiência, mas com vontade de sair por aí com a casa nas costas.

Até porque, acrescenta Nadja, a falta de estrutura inibe a atividade na região. No Estado do Rio, por exemplo, o problema não está apenas nos serviços básicos de camping, que são deficientes, mas também na insegurança, que é grande:

 – Tem gente que não tem muita coragem. Por isso, acho que o Rio carece de gente que reúna grupos para incentivar viagens conjuntas. Mesmo no Sul, muitas pessoas só viajam assim, com três, quatro motorhomes juntos.

Mas Nadja nunca viajou assim:

– Cada um é cada um, cada um faz sua viagem. O importante é viajar.

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