Doze anos depois, Paraty pode se transformar em Patrimônio Mundial Foto de Léa Cristina

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano pode se tornar especialíssima. Exatamente no dia de início da feira, em 10 de julho, estará terminando, no Azerbaijão, o 43º Encontro do Comitê do Patrimônio da Unesco, que vai analisar se a cidade e seu entorno terão direito ao título de Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade.

Há duas semanas, saiu o parecer técnico do comitê com indicação favorável à concessão da chancela. É grande a expectativa na cidade. Afinal, são 12 anos de espera: foi em 2007 que a delegação brasileira na Unesco deu entrada na documentação que iniciou o processo em busca do título. Desde 1958, Paraty é tombada pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan).

Sua arquitetura não conta com o rebuscamento do barroco, nem muito menos com os materiais nobres do neoclássico. Mas excede num lúdico traçado colonial. Além disso, seu entorno está entre os itens considerados na análise da candidatura, que incluem espaços de proteção ambiental, como serras e reservas. No mesmo pacote, a Ilha Grande também concorre a se tornar um bem da humanidade.

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